terça-feira, 11 de outubro de 2016
Vaqueiros envadem a Esplanada em ato contra proibição da vaquejada
Os vaqueiros que participaram do ato estimam que 700 mil pessoas, que trabalham direta e indiretamente com o esporte, sejam afetadas pela proibição do Supremo.
"Vaquejada é um esporte, uma cultura que veio do Nordeste. O pessoal das ONGs pensa que a gente maltrata os animais, mas a gente faz bem aos animais. Muita gente julga sem nem ter ido a uma vaquejada, só pela internet e pelas redes sociais", afirmou o vaqueiro José Leomar Barbosa
Iniciado por volta das 9h, o protesto foi pacífico. Ele reuniu cerca de 300 vaqueiros, segundo a organização. A Polícia Militar estimou um número de 40 manifestantes. Os vaqueiros percorreram a Avenida das Nações, passaram em frente ao Congresso Nacional e caminharam na Esplanada até a Catedral, onde programaram rezer um "Pai Nosso". Duas faixas da via S1 ficaram interditadas, o que provocou congestionamento.
Decisão
Na última quinta (6), o STF decidiu derrubar uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada. Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.
O governo do Ceará dizia que a vaquejada faz parte da cultura regional e que se trata de uma atividade econômica importante e movimenta cerca de R$ 14 milhões por ano.
Apesar de se referir ao Ceará, a decisão serve de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais. Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.
Votaram contra a vaquejada o relator da ação, Marco Aurélio, e os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski. A favor da prática votaram Edson Fachin, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli. Alem de Brasilia Varias Capitais do Nordeste tambem tiveram protesto.
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